segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A Família na Era Digital / Geração Z


A Família na Era Digital / Geração Z


Você sabia que as crianças brasileiras estão entre as que passam mais tempo utilizando a Internet e ficam na terceira posição entre países que possuem maior índice de desenvolvimento e habilidades tecnológicas, na faixa etária de 3 a 5 anos?
Assustou? Ainda tem mais…
  • 66% delas sabem operar jogos de computador, mas apenas 14% sabem amarrar os sapatos.
  • 57% sabem utilizar um aplicativo no smartphone, enquanto 50% não sabem o caminho de casa.
No grupo entre seis e nove anos:
  • 97% usam a internet e passam mais de dez horas por semana na web.
  • 54% deles têm conta ativa no Facebook, apesar da idade mínima ser 13 anos.
  • 33% das mães não teêm nenhuma ideia do que os filhos acessam.
Os especialistas chamam essa nova geração tecnológica de “Nativos Digitais” ou “Geração Z”. Eles são meninos e meninas nascidos depois de 1995 e somam atualmente 2 bilhões em todo mundo. Eles são apontados como a primeira geração na história da humanidade a ser mais inteligente e esperta (tecnologicamente falando) que seus pais e avós.
Uma das características que define o comportamento dessa geração é que a Internet é tão importante para eles quanto o ar que respiram. Também são mais autoconfiantes e solidários que as gerações anteriores. Por outro lado, tendem  a ser mais sedentários e obesos.
Para a maioria dos pais e educadores, ensinar filhos em um mundo de tantas opções e ofertas tecnológicas,  que não podem ser controladas totalmente, é simplesmente desafiador. Qual é o pai ou professor que tem tempo para estudar e aprender tudo aquilo que as crianças de hoje já fazem com tanta naturalidade no mundo virtual?
O fato mais triste, talvez, é que esse ainda é o começo. A tecnologia estará cada vez mais presente na vida das pessoas. Não será possível alienar as crianças da tecnologia. Isso significa que o melhor caminho hoje é  preparar os filhos e a si mesmo para essa nova realidade.
Então, seguem algumas dicas que podem ser úteis para pais responsáveis e preocupados:
  • Mantenha-se atualizado. Pergunte aos filhos maiores sobre as últimas novidades em redes sociais ou jogos e aprenda com eles. Visite sites e blogs em busca de informação.
  • Fique atento.   As crianças menores precisam estar próximas a um adulto quando acessarem a internet. Instale aplicativos e programas de controle parental no computador,  smartphone ou tablet que ela usa.
  • Limites: estabeleça horários para a criança usar a internet ou jogos.  Defina com elas alguns sites onde pode entrar sem risco e que tipos de jogos pode instalar e jogar.
  • Converse: fale claramente com a criança sobre os riscos da Internet e sobre o que ela deve evitar.
  • Eduque: procure incentivar atividades educativas que a criança aprende enquanto brinca.
  • Espiritualize: existem vários conteúdos,  jogos e aplicativos que ajudam as crianças a aprender mais sobre a Bíblia.  Vários canais no Youtube também apresentam a animação de histórias bíblicas. Avalie antes se o conteúdo apresentado está em conformidade com a Bíblia.
Sugestões:
o   Novotempo.com/tiaceceu – vídeos e jogos
o   Educacaoadventista.org.br/multimídia – jogos educativos
o   biblical.com.br/atividades – jogos e atividades bíblicas
o   www.gracelink.net  ou youtube.com/user/SabbathSchool – lição da Escola Sabatina Jardim da Infância e Primários em animação – inglês. Tem aplicativo para tablets e smartphones.
o   www.bible.com/kids – aplicativo Bíblia para crianças – inglês
o   nuevotiempo.org/tv/mundo-arco-iris – programa de tv em espanhol.
o   myplacewithjesus.com – estudo bíblico para crianças – inglês.
Se você conhece mais algum conteúdo bom para crianças, por favor compartilhe nos comentários.
Fontes:


Carlos Magalhães


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Games e religião


Games e religião

97% dos jovens dedicam-se a jogos de computador ou videogames.
40% dos jogadores são mulheres.
68% dos jogadores tem até 18 anos.
33% jogam nos celulares.
Os tempos mudaram.
Os jogos do passado (dominó, damas, batalha naval, pega-varetas, etc) cederam lugar a jogos com mais cores, sons e ação. O avanço e barateamento da tecnologia, assim como a violência das ruas tem levado as pessoas a gastarem mais tempo e dinheiro no mundo digital do que no real.
Esse mercado evoluiu tanto que algumas crianças fazem parte do que se chama  “gamer profissional”. São meninos e meninas com menos de 20 anos que treinam até 14 horas por dia para disputar campeonatos mundiais que podem premiar em até 1 milhão de dólares.
Se por um lado mudou o comportamento das pessoas em relação aos jogos, por outro os princípios divinos continuam os mesmos e precisam ser levados em consideração no momento da escolha  do tipo do jogo e do tempo gasto nele.
Dicas para pais e educadores
Outro aspecto que preocupa muito os pais é a facilidade com que filhos se tornam viciados nos games. Isso pode acontecer por vários fatores.
Muitos pais preferem  deixar seus filhos diante do videogame por medo da violência urbana. É mais fácil saber onde eles estão e o que estão fazendo, ou seja, desse modo, evitam os “riscos da rua”. Mas essa opção tem um preço. Se eu fizer de meu filho um prisioneiro dentro de casa e só lhe oferecer o videogame como opção de lazer é quase inevitável que ele se “vicie” nessa atividade. Alguns pais esquecem que sua função inclui a tarefa de colocar limites e criar variadas atividades saudáveis aos seus filhos[4].
Então aqui vão algumas dicas que podem ser úteis:
Os jogos obrigatoriamente têm faixas etárias sugeridas. Isso pode indicar o que é saudável ou não para uma determinada idade.
É importante ter em mente que para tudo na vida a moderação é fundamental. Portanto é necessário regular o tempo que a criança fica exposta a esse tipo de atividade.
Não se pode esperar  que crianças e adolescentes fiquem longe dos games se não tiverem outras ofertas de atividades. Por isso, crie formas alternativas de lazer para seus filhos.
O jogo pode facilitar o aprendizado, mas é importante que se busquem outras atividades construtivas com interação humana.
Falando de games e religião
Leia também:
Não espere encontrar muitos jogos religiosos no mercado, mas será fácil encontrar a religião dentro de muitos games. Boa parte deles traz embutidos conceitos e alusões ao misticismo, violência, imortalidade da alma e sensualidade.
É importante entender que a linguagem dos jogos é bem parecida com a dos filmes. O mais importante não é aquilo que se vê, mas a sensação que se experimenta, a ideia que permanece gravada na mente depois que o estímulo acaba . A emoção que o jogo vai despertar no jogador ou a mensagem que vai ser assimilada na mente é mais importante que a mecânica, atores ou o design.
Muitos jogos são histórias ou narrativas em que o jogador é o personagem principal. Enquanto percorre a história, ele interage com o ambiente  e outros atores. Para vencer fases ou conquistar pontos, em alguns casos, ele precisa desenvolver habilidades de matar, roubar e/ou mentir.
Como cristãos precisamos usar os princípios bíblicos para a escolha dos jogos, da mesma forma que já fazemos com as outras mídias como os livros, TV e Internet.  O tempo que vamos dedicar a essa atividade também deve ser equilibrado.  Mesmo os bons jogos podem viciar.
 Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é venerável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, seja isso o que ocupe os vossos pensamentos”. Filipenses 4:8
[1] Mcgonigal, Jane. A Realidade em Jogo.  Editora Best Seller. (Rio de Janeiro, 2011), p.17.


Carlos Magalhães

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A Rede vs Sua Namorad@


A Rede vs Sua Namorad@


perto-mais-distante
É possível viver, ao mesmo tempo, no mundo virtual e no real?
“Sou Fernando, tenho 27 anos e minha namorada fica com raiva de mim, porque ela diz que eu passo mais tempo com os meus perfis de Internet que com ela, mas eu disse a ela que é natural, que temos que estar atualizados e que ela nunca será substituída pelo meu mundo virtual. Além disso, quem não fica feliz quando recebe um “LIKE”, RT ou +1? O que vocês acham?”.
Por outro lado, a namorada, chamada Sandra, nos conta: “Tudo ia bem nos nossos primeiros dias de relacionamento, até que Fernando começou a se afastar de mim mentalmente, e mesmo que esteja ao meu lado, já não o sinto perto, o sinto cada vez mais distante.”

Atenção! Você pode estar a ponto de perdê-l@

Você sabe por que você substitui os melhores momentos com as pessoas que ama por uma CURTIDA, RT, +1; etc.? Segundo Eduardo Calixto, diretor do departamento de Neurobiologia de Puebla, México, fisiologicamente, o cérebro do jovem não amadureceu o suficiente para ter a capacidade de inibir a produção de um neurotransmissor como a dopamina. Ele também disse que a dopamina produz prazer, e pode ser gerada em excesso em cada curtida ou “emoticon” que o usuário de uma rede social como Facebook, espera.
“A dopamina é liberada com a curtida, e quando não é liberada, nós ficamos esperando por ela. E quando ela já foi liberada muito, temos um problema. Já que se antes só se requeriam 5 a 7 curtidas para gerar dopamina, agora se esperam entre 20 ou 30 curtidas para nos sentirmos liberados”, disse ele.
Agora os especialistas chamam esse fenômeno do século XXI de vício, mas que tipo de personalidade pratica esse vício? Vejamos se você tem algumas dessas características:
Os que não têm uma boa socialização e não sabem como aproximar-se de uma garota ou de um rapaz, os extremamente tímidos, os que sofrem de episódios de depressão, os de baixa autoestima, os desiludidos no amor e que se sentem sozinhos e finalmente os que buscam fortes emoções.

Por que te substituem por redes sociais?

Especialistas dizem que é porque permitem às pessoas tímidas relacionar-se mais facilmente, já que elas deixam de ser honestas sobre si mesmas e assim vencem seus medos para conhecer gente nova.
O portal “Brainstorm9” comentou que esta é uma situação bem delicada. Quando se abre o Facebook ou qualquer rede social, em geral, deparamo-nos com um mundo de felicidade. As pessoas se tornam editoras da própria vida, enfatizando o lado positivo ou criando ilusões de uma vida que parece perfeita.

Cifras alarmantes entre março de 2012 e março de 2013

Segundo o estudo “Futuro Digital América Latina 2013″, de ComScore em América Latina, passamos 26,1 horas conectados à Internet, em média, por mês, as quais 10,32 horas são passadas em redes sociais. (Cifras do portal Fayerwayer)

O que a Bíblia diz sobre isso?

Começarei dizendo que é egoísta de nossa parte pensar em nós mesmos – no contexto de passar mais tempo na Internet, gastando mal e buscando ser satisfeitos por nossos amigos virtuais – e deixar de lado essa pessoa especial que aceitou passar seu tempo conosco. A Bíblia diz, em 2 Timóteo 3:2: “Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, *blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios…” (NVI).
O versículo do parágrafo anterior é para nossos tempos. Portanto, cuidado, porque você pode perder o mais valioso em sua vida como sua salvação eterna, namorado (a), cônjuge, amigos, parentes e até pessoas extraordinárias que você poderia conhecer se tão somente parasse de olhar para a tela.
A famosa escritora norte-americana Ellen G. White escreveu sobre o uso do tempo: “Dinheiro, tempo e força são sacrificados na ostentação e condescendência próprias [...]” (Cristo em Seu Santuário, p. 117).
Ellen White também disse: “A mente natural tende para o prazer e a satisfação egoístas. É método de Satanás providenciar abundancia dessas coisas. Busca encher o espírito dos homens com o desejo dos prazeres mundanos, a fim de não lhes sobrar tempo algum para perguntarem a si mesmos: Como vai minha alma? O amor do prazer é infeccioso. A ele entregue, a mente precipita-se de um a outro ponto, buscando sempre algum entretenimento. A obediência à lei de Deus neutraliza esta inclinação, construindo barreiras à impiedade” (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 321.1).
Termino dizendo: Reaja antes que seja tarde demais. Desperte! Existe um mundo real.


Carolyn Azo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A igreja precisa muito mais do que missão interna

A igreja precisa muito mais do que missão interna

"Ide e pregai o evangelho", disse Jesus
No blog www.criacionismo.com.br, do jornalista Michelson Borges, está postada uma entrevista com Elbert Kuhn, pastor e missionário na Mongólia (confira aqui). Após a leitura de “Evangelismo a 50 graus abaixo de zero”, fui motivado a dizer que a missão é um antídoto contra a apostasia e possíveis heresias. A afirmativa de que a missão é um antídoto contra movimentos negativos que se levantam contra a igreja fica mais evidente quando se percebe uma gama de dissidentes autoproclamando perfeição e condenando a igreja. Recentemente, no correio eletrônico corporativo da Associação Espírito-Santense, chegou uma mensagem de um ex-obreiro oferecendo seus préstimos de evangelista. Na mensagem, ele se autointitulava “missionário sem fronteira e sem vinculo denominacional”.

Pois bem, alguns desses supostos missionários, geralmente, têm a intenção de enfraquecer a estrutura organizacional e até mesmo destruir a igreja, pois pregam somente para dentro, ao invés de ir...

Se, de fato, existisse um forte desejo missional, o melhor seria estar em sintonia com a igreja, com o objetivo de salvar muitos perdidos, que se encontram aos milhões ao redor do mundo. Um belo exemplo a seguir é o do casal Brad e Cathie Jolly, citado na entrevista. O casal abandonou o conforto do lar (EUA) e foi pregar na Mongólia. Detalhe: esse casal foi sem o apoio da Organização, e de forma voluntária lançou os fundamentos da “mensagem” naquele país longínquo.

Faço até um desafio a esses pretensos missionários: vão para os lugares longínquos e remotos da Terra e deixem o rastro positivo do evangelho. Se, entre esses supostos missionários, existem aqueles mais destemidos, uma boa oportunidade de fazer algo grandioso é pregar para os talibãs, os da Al-Qaida, do Hesbollah, do Fatah, e até mesmo ao mais recente e violento entre eles: o Estado Islâmico (EI), com o seu pretenso califado sem dó e compaixão. Apesar de mantermos distância desses grupos, eles precisam do evangelho para mudar de vida e para que Jesus volte!

Portanto, você que deseja ver Jesus voltar e quer ver uma mudança radical na igreja, envolva-se na missão! É claro que há muito para ser feito na missão interna da igreja, pois os salvos precisam conservar a salvação. No entanto, a missão externa é mais que necessária, principalmente se, para alcançar o mundo, houver dispostos e corajosos missionários dependentes de Deus e em sintonia com a igreja.

Por mais difícil que seja administrar a parte interna, a igreja tem se esforçado para formar pastores e capacitar voluntários que, de forma brilhante, utilizam seus dons e se envolvem nos mais diversos departamentos e ministérios da igreja, com o intuito de manter a unidade e promover a salvação das pessoas.

Se todo aquele que um dia aceitou Jesus Cristo como seu salvador, que prometeu lealdade a Ele e também à igreja, compreendesse que há muito a ser feito e se engajasse mais na missão e não nos problemas, certamente mais cedo que imaginamos ouviríamos do céu: “Está feito! A história do pecado foi concluída por vocês que deram a vida em prol do evangelho. Amém!”

(Célio Barcellos é pastor distrital na Associação Espírito-Santo)

Após 65 anos de união, casal morre no mesmo dia

Após 65 anos de união, casal morre no mesmo dia

Italvino e Diva: exemplo de amor
Uma história que teve início no fim da década de 1940 no interior do Rio Grande do Sul terminou na última sexta (4) no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre. Juntos havia 65 anos, Italvino Possa, de 89 anos, e Diva Alves de Oliveira Possa, de 80, morreram com cerca de 40 minutos de diferença. Ele foi vítima de uma leucemia. Ela, acometida por um tumor na bexiga, partiu logo depois. O casal passou os últimos momentos de mãos dadas, com as camas juntas no quarto. “O pessoal da PUC conhecia eles, sabia da luta deles, então juntaram as duas camas no quarto e eles vieram a falecer quase no mesmo horário, como se ele estivesse abrindo as portas para ela e arrumando a casa para eles ficarem juntos para sempre”, disse o estudante universitário Rafael Max, um dos 14 netos do casal, que deixou ainda 10 filhos e seis bisnetos.

Italvino e Diva se conheceram durante um baile em 1948 e, um ano depois, se casaram. “Ele sempre frisava que era um ano a mais de casado, porque o que contava era o início do namoro. Se considerava um eterno namorado”, conta Max.

O casal viveu em Marau e Passo Fundo, no Norte do estado, e também na capital gaúcha. Em todos estes anos de união, Italvino jamais deixou o romantismo morrer. Preparava o café da manhã para a amada e mantinha uma horta no pátio com as verduras “ao gosto dela”. Além disso, a presenteava com flores. “Em todos os dias dos namorados, ele sempre comprou rosas para ela”, conta.

Seu Italvino foi a principal referência paterna da vida do neto, que perdeu o pai quando tinha apenas três anos de idade e, até os 12, viveu com a mãe na casa dos avós. Ainda enlutado pela perda, ele exalta a retidão de caráter do avô. “Nunca tive um exemplo de homem tão reto. Às vezes áspero, mas pela rudimentariedade da época em que viveu, mas muito justo e reto”, relembra. Já a avó é considerada uma mulher “doce”. “Ela tinha facilidade em lidar com as pessoas da família.”

Foto tirada 10 minutos antes da morte de Italvino
religião adventista motivava o casal a fazer boas ações. “Eles sempre buscavam ajudar as pessoas necessitadas, com roupas. Se envolviam em projetos da igreja que frequentavam, e talvez por isso eram tão bons”, relembra o neto.

Italvino foi o primeiro a descobrir a doença, em agosto do ano passado. Desde então, entre internações e altas, batalhava para permanecer ao lado da amada. Já neste ano, Diva recebeu o diagnóstico de câncer. Foi submetida a uma cirurgia em abril e deu início a um tratamento.

Na última quarta (1º), já internada no hospital, a matriarca chamou a família para uma reunião. “Ela sentiu que a hora estava chegando, pediu para ver parentes e meu avô foi ao hospital. Depois da conversa que eles tiveram, tanto ela ficou mais tranquila quanto ele, que lutava contra uma doença”, conta Max.

Italvino retornaria ao hospital na manhã de sexta-feira (4), após passar mal. Ele morreu por volta das 15h do mesmo dia. “Depois, minha tia falou no ouvido dela que meu avô tinha partido em paz. Ela ficou mais tranquila”, contou.

Contrariados pela perda de um casal tão amado, os familiares reconhecem que, no fundo, foi melhor assim. “Eles não iam aguentar a dor de ficar um sem o outro”, cogita Max, ainda emocionado com uma história tão rara de amor. “Nunca vi nada parecido.”

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O maniqueísmo das redes sociais



O maniqueísmo das redes sociais



Mais como observador do que como ator nas redes sociais, notei uma inequívoca beligerância entres os amigos que se “curtem”, compartilham “hashtags”, clicam “likes” e postam seus “coments”. E o que gerou essa guerra de argumentos? A política acendeu o rastilho da pólvora! No que nos toca em particular, pelo fato de assumirmos uma cidadania cristã, a trincheira político-partidária provocou, como diriam os mais antigos, uma cizânia virtual e real entre os crentes.
Começo minha análise dizendo que escrever não é fácil. Comunica muito mais o que o outro entende e bem menos o que queríamos afirmar. E como as redes sociais se alimentam de palavras e imagens e, estas últimas, são traduzidas por palavras, fica a ideia anti-paulina de que “nossas muitas letras, podem nos fazer delirar”… Daí que toda a habilidade das Escrituras não nos livra da palavra da moda, a chamada “polarização”. O que vem a ser isso? É o fenômeno que demarca territórios, linhas, posições, pensamentos a um ou outro lado diametralmente opostos. Elimina-se o centro, porque não há lugar para a neutralidade entre os polos.
Para efeito de argumento, prefiro substituir polarização pelo conceito de maniqueísmo. A ideia de polarização está carregada politicamente, enquanto o conceito maniqueísta amplia mais o espectro. Se não, vejamos: o maniqueísmo contrapõe duas visões, expõe um dualismo originário do conceito de que a matéria ou corpo, maus por natureza, precisava do espírito ou alma, bons em essência, para se libertar da prisão do corpo. Assim, vejo o maniqueísmo como uma vertente capaz de contrapor gremistas e colorados, petistas e tucanos, crentes e ateus, pobres e ricos, nordestinos e sulistas… Como resultado disso, só um é bom e precisa sobrepor o mau para lhe dar liberdade!
O que me espanta, do ponto de vista cristão, é que se desconheça, para efeitos de retórica, a lisonja do jovem rico diante de Jesus ao questionar-lhe sobre o que devia fazer para herdar a vida eterna. Lembram? “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna”? “Bom só existe um, meu Pai que está no céu”, respondeu Cristo. Ora, se o próprio Deus (Jesus) preferiu diminuir-se a fim de exaltar o Pai, quem somos nós para atribuir a este ou aquele polo a primazia da virtude, da probidade, do erro ou do acerto? Penso que no atual estágio da vida em sociedade não pode haver espaço para maniqueísmos que expressam “dislikes” a cada manifestação contrária a nossos interesses político-partidários, espirituais, futebolísticos, econômicos ou de qualquer outra natureza.
Eu sou do tempo das chamadas “atualizações” do Windows. E vejo, hoje, as redes sociais funcionando como atualizações do que a Teoria da Comunicação chamou de Agenda Setting, isto é, a capacidade da mídia de agendar a vida das gentes. Fora o espaço para as digressões pessoais (fotos, ideias, passeios, frases e ditos populares ou não), comuns na rede, elas têm sido caixas que reverberam o que a mídia impõe. O que me preocupa é a quantidade desses “apocalípticos e integrados” à direita e à esquerda que vai ser tão cidadão para cobrar, fiscalizar e opinar quanto o foi por esses tempos eleitorais e maniqueístas.
Apocalípticos e integrados
É assim com os “apocalípticos e integrados” do veio social, mas também com os “apocalípticos e integrados” do veio religioso. Difícil entender? Nem tanto. Os mesmos que proliferam opinando à esquerda e à direita em tempos eleitorais, radicalizando e rechaçando os contrários, se encontram à esquerda e à direita religiosa quando surgem boatos em torno do decreto dominical, da nova sucessão papal ou nova onda ecumênica. No fundo, somos “agendados” de um e de outro lado, afloramos nosso maniqueísmo e raros de nós temos agenda própria!
Para não dizer que não me posicionei, fico com a oração atribuída a Clemente: “Guia nossos passos para andarmos em santidade, justiça e singeleza de coração, e para fazermos coisas boas e aceitáveis à Tua vista, e à vista dos que nos governam. Sim, Senhor, faze que o Teu rosto brilhe em paz sobre nós, para o nosso bem, de modo que sejamos protegidos por Tua forte mão e sejamos libertados de todo pecado por Teu braço estendido. Livra-nos daqueles que nos odeiam sem motivo. Dá-nos concórdia e paz, a nós e a todos os que habitam na terra, como fizeste aos nossos pais quando clamaram a Ti com fé, fidelidade e santidade, enquanto prestarmos obediência ao Teu onipotente e excelso nome, e aos nossos legisladores e govenadores.
Tu, ó Senhor e Mestre, deste-lhes autoridade para exercerem soberania mediante o Teu excelente e indescritível poder, para que nós, reconhecendo a glória e a honra que lhes deste, nos submetamos a eles, não resistindo em nada à Tua vontade. Concede-lhes pois, ó Senhor, saúde, paz, concórdia e estabilidade, para que possam exercer sem tropeços o governo de que os incumbiste. Pois Tu, ó celeste Senhor, Rei dos séculos, dás aos filhos dos homens glória e honra e poder sobre todas as coisas existentes na terra. Dirige, Senhor, o seu conselho conforme o que é bom e aceitável aos Teus olhos para que eles, administrando em paz, com brandura e piedosamente o poder que lhes confiaste, obtenham o Teu favor”



Carlos Nunes

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Projeto Quebrando o Silêncio divulgado pelo site L1 News



Igreja Adventista promove passeata contra abuso sexual

Fiéis caminharam com faixas e distribuíram folhetos pelas ruas do Lago Azul.



Dezenas de fiéis foram às ruas do Lago Azul em passeata nesta manhã de sábado (23). A passeata foi organizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, que distribuiu folhetos educativos e, caminharam com faixas, incentivando a quebra do silêncio contra o abuso sexual infantil.
Fotos: Rodrigo Oliveira / VC no L1