terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O maniqueísmo das redes sociais



O maniqueísmo das redes sociais



Mais como observador do que como ator nas redes sociais, notei uma inequívoca beligerância entres os amigos que se “curtem”, compartilham “hashtags”, clicam “likes” e postam seus “coments”. E o que gerou essa guerra de argumentos? A política acendeu o rastilho da pólvora! No que nos toca em particular, pelo fato de assumirmos uma cidadania cristã, a trincheira político-partidária provocou, como diriam os mais antigos, uma cizânia virtual e real entre os crentes.
Começo minha análise dizendo que escrever não é fácil. Comunica muito mais o que o outro entende e bem menos o que queríamos afirmar. E como as redes sociais se alimentam de palavras e imagens e, estas últimas, são traduzidas por palavras, fica a ideia anti-paulina de que “nossas muitas letras, podem nos fazer delirar”… Daí que toda a habilidade das Escrituras não nos livra da palavra da moda, a chamada “polarização”. O que vem a ser isso? É o fenômeno que demarca territórios, linhas, posições, pensamentos a um ou outro lado diametralmente opostos. Elimina-se o centro, porque não há lugar para a neutralidade entre os polos.
Para efeito de argumento, prefiro substituir polarização pelo conceito de maniqueísmo. A ideia de polarização está carregada politicamente, enquanto o conceito maniqueísta amplia mais o espectro. Se não, vejamos: o maniqueísmo contrapõe duas visões, expõe um dualismo originário do conceito de que a matéria ou corpo, maus por natureza, precisava do espírito ou alma, bons em essência, para se libertar da prisão do corpo. Assim, vejo o maniqueísmo como uma vertente capaz de contrapor gremistas e colorados, petistas e tucanos, crentes e ateus, pobres e ricos, nordestinos e sulistas… Como resultado disso, só um é bom e precisa sobrepor o mau para lhe dar liberdade!
O que me espanta, do ponto de vista cristão, é que se desconheça, para efeitos de retórica, a lisonja do jovem rico diante de Jesus ao questionar-lhe sobre o que devia fazer para herdar a vida eterna. Lembram? “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna”? “Bom só existe um, meu Pai que está no céu”, respondeu Cristo. Ora, se o próprio Deus (Jesus) preferiu diminuir-se a fim de exaltar o Pai, quem somos nós para atribuir a este ou aquele polo a primazia da virtude, da probidade, do erro ou do acerto? Penso que no atual estágio da vida em sociedade não pode haver espaço para maniqueísmos que expressam “dislikes” a cada manifestação contrária a nossos interesses político-partidários, espirituais, futebolísticos, econômicos ou de qualquer outra natureza.
Eu sou do tempo das chamadas “atualizações” do Windows. E vejo, hoje, as redes sociais funcionando como atualizações do que a Teoria da Comunicação chamou de Agenda Setting, isto é, a capacidade da mídia de agendar a vida das gentes. Fora o espaço para as digressões pessoais (fotos, ideias, passeios, frases e ditos populares ou não), comuns na rede, elas têm sido caixas que reverberam o que a mídia impõe. O que me preocupa é a quantidade desses “apocalípticos e integrados” à direita e à esquerda que vai ser tão cidadão para cobrar, fiscalizar e opinar quanto o foi por esses tempos eleitorais e maniqueístas.
Apocalípticos e integrados
É assim com os “apocalípticos e integrados” do veio social, mas também com os “apocalípticos e integrados” do veio religioso. Difícil entender? Nem tanto. Os mesmos que proliferam opinando à esquerda e à direita em tempos eleitorais, radicalizando e rechaçando os contrários, se encontram à esquerda e à direita religiosa quando surgem boatos em torno do decreto dominical, da nova sucessão papal ou nova onda ecumênica. No fundo, somos “agendados” de um e de outro lado, afloramos nosso maniqueísmo e raros de nós temos agenda própria!
Para não dizer que não me posicionei, fico com a oração atribuída a Clemente: “Guia nossos passos para andarmos em santidade, justiça e singeleza de coração, e para fazermos coisas boas e aceitáveis à Tua vista, e à vista dos que nos governam. Sim, Senhor, faze que o Teu rosto brilhe em paz sobre nós, para o nosso bem, de modo que sejamos protegidos por Tua forte mão e sejamos libertados de todo pecado por Teu braço estendido. Livra-nos daqueles que nos odeiam sem motivo. Dá-nos concórdia e paz, a nós e a todos os que habitam na terra, como fizeste aos nossos pais quando clamaram a Ti com fé, fidelidade e santidade, enquanto prestarmos obediência ao Teu onipotente e excelso nome, e aos nossos legisladores e govenadores.
Tu, ó Senhor e Mestre, deste-lhes autoridade para exercerem soberania mediante o Teu excelente e indescritível poder, para que nós, reconhecendo a glória e a honra que lhes deste, nos submetamos a eles, não resistindo em nada à Tua vontade. Concede-lhes pois, ó Senhor, saúde, paz, concórdia e estabilidade, para que possam exercer sem tropeços o governo de que os incumbiste. Pois Tu, ó celeste Senhor, Rei dos séculos, dás aos filhos dos homens glória e honra e poder sobre todas as coisas existentes na terra. Dirige, Senhor, o seu conselho conforme o que é bom e aceitável aos Teus olhos para que eles, administrando em paz, com brandura e piedosamente o poder que lhes confiaste, obtenham o Teu favor”



Carlos Nunes

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Projeto Quebrando o Silêncio divulgado pelo site L1 News



Igreja Adventista promove passeata contra abuso sexual

Fiéis caminharam com faixas e distribuíram folhetos pelas ruas do Lago Azul.



Dezenas de fiéis foram às ruas do Lago Azul em passeata nesta manhã de sábado (23). A passeata foi organizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, que distribuiu folhetos educativos e, caminharam com faixas, incentivando a quebra do silêncio contra o abuso sexual infantil.
Fotos: Rodrigo Oliveira / VC no L1

O segredo dos hunza, o povo que não envelhece

O segredo dos hunza, o povo que não envelhece

"Remédios" naturais
[Lamentavelmente, conforme explico aqui, o conteúdo abaixo é uma meia verdade.] Sobre o vale do rio Hunza, na fronteira entre a Índia e o Paquistão, reside uma população que as pessoas conhecem como o “oásis da juventude” – e por mais de um motivo: seus habitantes vivem, em média, 120 anos, quase nunca ficam doentes e sua aparência é sempre jovem. Em relação às nações vizinhas, os moradores de Hunza se destacam por terem uma fisionomia semelhante à dos europeus, um idioma próprio (o burushaski, diferente de qualquer outro no mundo) e uma religião (a ismaelita) muito peculiar, parecida com a muçulmana. No entanto, o aspecto mais surpreendente dessa pequena nação é sua capacidade extraordinária de se manter sempre jovem e saudável. Seus habitantes tomam banhos imersos em águas geladas a 15 graus abaixo de zero,praticam esportes até os 100 anos de idade, as mulheres de 40 anos têm a aparência de adolescentes e é comum uma mulher dar à luz aos 65 anos. Durante o verão, as pessoas se alimentam de frutas e verduras cruas, enquanto no inverno, consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha.

Robert McCarrison, um médico escocês, foi o primeiro a analisar e descrever a população do “vale feliz” e destacou o fato de os hunza consumirem uma dieta com restrição de proteínas. Ele comem, diariamente, uma média de 1.900 calorias, incluindo 50 gramas de proteína, 36 gramas de gordura e 365 gramas de carboidrato. E é precisamente essa dieta especial que, na opinião de McCarrison, permite a notável longevidade desse povo. Ao contrário dos países vizinhos, que compartilham a mesma condição climática, mas não possuem a mesma alimentação, os hunza não conhecem as doenças e têm uma expectativa de vida duas vezes maior. Os habitantes de Hunza, todavia, não escondem seu segredo: recomendam abertamente uma dieta vegetariana, trabalhar e se movimentar constantemente. Além disso, acrescentam que, entre muitos outros benefícios, o estilo de vida que levam permite estarem sempre de bom humor, sem tensão nem estresse.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O cristão e as selfies sensuais



O cristão e as selfies sensuais


site_selfies_sensuais
Não é só porque você caiu na rede (virtual) que tem de ser peixe.
Alguém pode me ajudar a entender o sentido de uma publicidade de calça jeans mostrar uma imagem com pessoas peladas? Vou dificultar a missão agora. Sabe me explicar por que os banners que vejo até mesmo nas óticas mostram modelos com poses de pura sedução? Olha, não é de se estranhar que hoje em dia as pessoas postem na internet tantas fotos sensuais. Esses dias, vi uma charge dizendo assim: “Legal a foto dos peitos… Só não entendi o Salmo na legenda”. O padrão sexy de fotografia se tornou tão comum que acabou sendo confundido como normal. Ah, até mesmo (e quem sabe até com maior intensidade) entre os cristãos.
“Não vivam como as pessoas deste mundo”, é o conselho de Deus em Romanos 12:2. Ou seja, pare de ser ‘Maria vai com as outras’ e usufrua do seu domínio-próprio. Tenha consciência de que nem tudo que é comum é, de fato, conveniente. Não é só porque você caiu na rede (virtual) que tem de ser peixe. Cuidado, você pode ser fisgado! Você não precisa se entregar tanto. Você não precisa mostrar tanto. Exposição em excesso vai tornar você alguém público e não exclusivo. Assim, não pode esperar muito da forma como será visto e tratado pelos outros. Tudo que é comum demais sofre desvalorização.
Um artigo que está “bombando” nas redes sociais foi escrito pela presbiteriana Kristen Clark. “Como garotas cristãs, estamos sendo bombardeadas por mensagens de nossa cultura que sedução e poses sensuais são legais, descoladas e normais”, diz no texto. E não reduzo esse fato apenas para garotas, mas sim para qualquer pessoa. Afinal, todo ser humano pode apelar sexualmente. “Tirar selfies sedutoras não é mais atrevido… é aceitável e louvável”, comenta Kristen sobre a atitude popularizada. E como não se bastasse esse novo protótipo de “normal”, ainda existe o incentivo para tal atitude. Vejo na minha timeline pessoas, muitas vezes até crianças e adolescentes, encantando-se com os comentários em seus cliques sensuais. Eles não costumam ser de repreensão, mas sim de motivação, como: “Arrasou”, “uau”, “perfeita”…
O ser humano tem sido padronizado, e da forma mais baixa possível. Aí está o perigo de olhar para pessoas, e não para Deus. Ter pessoas como modelo de vida pode ser decepcionante. Acreditar que elas têm o estilo ideal e perfeito é cair no engano. Sonhar em ser igual a algum humano é viver com base insegura. Espelho perfeito mesmo é nosso Deus! Você deseja ter essa Imagem divina? Gostaria de saber a melhor forma de tratar a si mesma? Anseia a verdadeira autoestima e valorização? Olhe para cima, pois é olhando para Ele que nos tornamos como Ele. Afinal, pela contemplação somos transformados.



Emanuelle Sales

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

“Deixados para trás” ou “Como o fim não será”?

“Deixados para trás” ou “Como o fim não será”?

Os eventos finais da história do mundo são tema naturalmente relevante para os cristãos. Os que estudam a Bíblia sabem que, assim como qualquer outro assunto doutrinário, a escatologia (estudo das profecias referentes aos últimos dias) exige atenção cuidadosa: cenários prognósticos propagados em livros e filmes como “bíblicos” precisam ser avaliados tendo realmente as próprias declarações das Escrituras como parâmetro. Por exemplo: uma volta “invisível” de Jesus Cristo e outros elementos da “história” do fim dos tempos contada na série popular “Deixados para Trás” (livros, filmes e agora refilmagem hollywoodiana com Nicolas Cage no papel principal) têm as “credenciais bíblicas”?

Uma análise mais ampla das falhas escatológicas da série pode ser conferida no livro de Dwight K. Nelson Ninguém Será Deixado Para Trás (se preferir assistir a um vídeo sobre o assunto, clique aqui). Já uma visão crítica resumida é esta (notícia abaixo), apresentada por William Craig antes mesmo do lançamento do remake cinematográfico [Concordo com esta exposição de Craig, especialmente quando tomo a liberdade de acrescentar o detalhe importante entre colchetes: “arrebatamento” = “arrebatamento secreto”]:

Vários meses antes de “Left Behind”/“Deixados para Trás” estrear nos cinemas, um proeminente filósofo cristão está lembrando à igreja americana que as alegações do filme sobre o arrebatamento [“secreto”] são falsas.

“Esta doutrina não é realmente encontrada no livro do Apocalipse. Se você ler o livro do Apocalipse, não vai encontrar nenhuma menção ao arrebatamento [“secreto”] lá”, disse William Craig, professor e pesquisador de filosofia da Talbot School of Theology e professor de filosofia na Houston Baptist University.

Em vez disso – afirma Craig –, a ideia do arrebatamento [“secreto”] vem de uma “má interpretação de 1 e 2 Tessalonicenses, onde Paulo está descrevendo a vinda do Senhor e a ressurreição dos mortos, que ocorrerá na Sua vinda.

“Se você comparar o que Paulo diz com o que Jesus diz sobre o fim dos tempos, Paulo usa o mesmo vocabulário, a mesma fraseologia. Acho que é muito plausível que Paulo está falando sobre o mesmo evento que Jesus previu, ou seja, a visível vinda do Filho do homem, no final da história humana, para inaugurar o Seu reino”, disse Craig. “Mas os proponentes do arrebatamento [‘secreto’] dizem que Paulo não está de jeito nenhum falando sobre a segunda vinda de Cristo ali. Segundo eles, Paulo estaria realmente falando desse retorno secreto, preliminar, invisível de Cristo para arrebatar os crentes do mundo antes que ocorra a grande tribulação. Acho que não há apoio textual nenhum para isso.”

De acordo com Craig, o arrebatamento [“secreto”] se tornou uma teoria popular sobre o fim dos tempos devido à influência da Bíblia de Referência Scofield, que foi publicada no início do século 20 e propagava a visão de John Darby, de meados do século 18, sobre o arrebatamento [“secreto”]. Mais tarde, instituições cristãs, entre elas o Dallas Theological Seminary, e igrejas começaram a ensinar a validade do arrebatamento [“secreto”].

“Um bom número de cristãos que creem na Bíblia absorveram esse ponto de vista como se fosse ‘leite materno’ e nunca pensou em questionar suas credenciais bíblicas”, disse Craig. Ele afirmou que é perfeitamente possível que os cristãos assistam ao próximo filme “Deixados para Trás” ou leiam a série, mas eles não devem levar suas alegações a sério. “Pode ser, talvez, boa ficção. Seria como a leitura de ficção científica ou romances de fantasia, como O Senhor dos Anéis. Contanto que você não seja enganado em pensar que isso representa escatologia bíblica”, disse Craig.

Craig, que dirige o Reasonable Faith, uma organização apologética que fornece aos cristãos recursos para falar sobre sua fé de maneira “inteligente, articulada, não transigente, mas respeitosa” conclamou outros estudiosos da Bíblia, pastores e líderes da igreja que também refutam o arrebatamento [“secreto”] a falarem sobre a posição deles. “É espantoso – se eu estiver correto sobre isso – que o evangelicalismo americano esteja tão amplamente enganado ao ponto de se afastar da posição cristã histórica sobre a segunda vinda de Cristo. Isso é realmente bastante preocupante, porque se estivermos errados sobre isso, que outras coisas podemos ter interpretado mal?”, disse ele.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Troca de casais gospel?

Troca de casais gospel?

O casal "cristão"
Dean e Cristy Parave se dizem cristãos devotos. E apaixonados pela musculação. Eles aproveitaram o gosto pelo mundo fitness para criar um site que prega oswing. O casal da Flórida (EUA) lançou o [site], que tem como objetivo pregar a “palavra de Deus” com troca de casais [!]. A ideia partiu de uma decepção com casais que Dean e Cristy haviam conhecido na internet em outros sites. Assim, eles decidiram tocar o próprio projeto para divulgar a prática sexual liberal. Cristy, de 44 anos, que tem três filhos e está casada com Dean, de 50, há sete anos, disse ter se tornado bissexual. Durante os encontros com outros casais, ela e o marido leem a Bíblia e fazem sexo com outros parceiros. “Não acho que Deus fique triste com o que estamos fazendo. No início, eu vivia um conflito, mas quanto mais eu ia observando, mais ia fazendo sentido para nós”, disse a americana, de acordo com reportagem do Daily Mirror. “Deus pôs as pessoas na Terra para se multiplicar e se curtir. Sinto que Deus está sempre comigo e que nos pôs aqui por alguma razão”, acrescentou ela.

(Yahoo)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Adiar sexo faz bem para o relacionamento

Adiar sexo faz bem para o relacionamento

Na hora e contexto certos é melhor

Casais que transam logo de cara – no primeiro encontro ou durante os primeiros meses – apresentam os piores resultados nos relacionamentos. Uma nova pesquisa realizada pela Brigham Young University aponta que ir pra cama com alguém muito cedo pode minar as chances de uma relação duradoura. “O que parece acontecer é que se os casais começam a transar cedo demais – aspecto bastante recompensante da relação – embora isso prejudique a tomada de decisões, mantendo casais num relacionamento que pode não ser o melhor para eles no longo prazo”, disse Dean Busby, pesquisador que liderou o estudo, ao LiveScience. Pesquisas anteriores que ligavam o sexo e a qualidade do relacionamento apresentaram dois paradigmas diferentes até hoje. No primeiro, o sexo seria considerado essencial para o desenvolvimento, uma vez que permite que os parceiros descubram se são sexualmente compatíveis ou não. Ao seguir esta linha de pensamento, casais que se casam antes de testar a química na cama correm maior risco de a relação desabar.
O novo estudo afirma que casais que adiam ou se abstém da intimidade sexual durante o “período inicial” de seus relacionamentos permitem que a comunicação e outros processos sociais se tornem o alicerce da atração que sentem um pelo outro. Em essência, ele defende que o sexo precoce pode ser prejudicial ao relacionamento, afastando a comunicação, o compromisso e a habilidade de lidar com as adversidades.
A relação entre sexo e relacionamento é complexa. Por exemplo, um experimento feito com cerca de 300 estudantes que estavam numa relação estável em 2004 provou: quando os casais estão no ápice do comprometimento, eles tendem a considerar o sexo um momento importante e positivo no relacionamento, aumentando a compreensão e a confiança. No entanto, quando o grau de comprometimento e de abertura emocional eram baixos, a iniciação ao sexo tendia a ser vista como um evento negativo, evocando arrependimento, incerteza e desconforto. [E em que contexto existe o maior grau de comprometimento e intimidade? R.: No casamento.]

Busby e seus colegas focaram especificamente nos períodos dos eventos sexuais. Eles recrutaram 2.035 indivíduos heretossexuais em torno dos 36 anos durante seus primeiros casamentos. Os participantes tiveram que revelar quando transaram pela primeira vez com a parceira(o) atual, além de responder questões que envolviam a comunicação, nível de satisfação e expressão de empatia.
De acordo com os cientistas, quanto mais a pessoa esperava para transar, melhores se sentiam mais tarde no relacionamento. Enquanto isso, aqueles que foram com sede ao pote já no primeiro mês de namoro apresentaram os piores resultados. Quando comparados aos que transaram precocemente, os participantes do grupo que esperou até o casamento revelou 22% mais estabilidade na relação – e 15% mais satisfação na cama.
“Curiosamente, quase 40% dos casais iniciam as relações sexuais na primeira ou segunda vez que se encontram”, revela Busby, e acrescenta: “Com isso eles permitem que o arrebatamento sexual comprometa a capacidade de decidir se querem ou não um relacionamento.”
Atualmente, o pesquisador está repetindo o estudo numa escala maior e sob dinâmica longitudital – em que os participantes são acompanhados periodicamente. “Estamos particularmente curiosos a respeito de pessoas que dizem querer segurar mais o desejo, mas que acabam não seguindo suas convicções; pensamos se tratar de um grupo único com resultados singulares”, sugere Busby.